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Hoje é o Dia do Trabalho e, se profissionalmente sou servidora pública, porque é desta forma que sobrevivo, sempre me considerei, de fato, uma escritora, mesmo que de gavetas ou blogs… Escrever é externar sentimentos e causar alguma emoção, por menor que seja, no coração de quem lê. Quem escreve planta sementes e eu, que nasci na roça, gosto mesmo é de semear.

Não gosto do ambiente burocrático, mas entre o feijão e o sonho – eu que nasci sonhadora – me vi obrigada a optar pelo primeiro e, assim, segui infeliz vida afora ocupando o papel que me cabia no triste quadro social da engrenagem velha e gasta que move o nosso lindo planeta azul.

Mas quando se nasce com asas nos pés, por mais que elas sejam cortadas ao nascer, em algum momento ao longo da vida elas brotam novamente e comigo não foi diferente. Nem haveria de ser… Já não ando, voo… Inteira, plena, feliz!

E, se o feijão é quem paga a conta, põe a comida na mesa e cobre o meu corpo; o sonho é o que me move, me impulsiona e me mantém verdadeiramente viva, pois uma vida sem sonho é uma vida sem sentido, monótona. E eu decididamente não nasci pra monotonia.

Muito prazer, meu nome é Maria e eu sou uma escritora.

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