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Semana passada estava conversando com um amigo sobre as redes sociais e falamos sobre a “beleza de app”. Você alguma vez parou para pensar sobre as fotos que as pessoas postam no Facebook e Instagram ou até mesmo nos perfis do Whatsapp? Em muitas, se você não souber nome e sobrenome do indivíduo, com certeza não conseguirá reconhecer tamanha é a quantidade de maquiagem, filtros, photoshop e afins que o cidadão utiliza. As mulheres então… perfeitas! Só eu tenho manchas, espinhas e gordurinhas. Nas fotos parecem modelos, e quando você vê ao vivo… bem, ao vivo a realidade é bem diferente.

Uso muito a internet, mas não sou chegada às redes sociais, muito embora use bastante o Whatsapp para trabalhar – aliás seria impossível o teletrabalho se não fosse este aplicativo, como também para manter contato com família e amigos. Sem falar que, para manter contato com os clientes, não existe ferramenta melhor. Exceto isso, não compartilho bobagens, não perco tempo abrindo vídeos inúteis e não tenho o celular ao lado todo o tempo, exceto no meu horário de expediente. Não gosto de manter diálogos por meio de aplicativo. Se for para bater papo, ligue e vamos conversar. Adoro telefone, penso que sou a única pessoa no universo da galáxia que usa mais o telefone que as mensagens escritas. As palavras escritas tomam outra conotação, principalmente em grupos de trabalho. Já vi sérias discussões entre colegas por frases mal interpretadas.

Você agora deve ter pensado que sou chata pra caramba. E sou!Sou jurássica, como dizem os amigos! E além disso não gosto de perder tempo com inutilidades, com futilidades e com coisas que não me acrescentam nada. Sem falar nas tais fake news… São tantas as fake news compartilhadas como se fossem verdades absolutas que dariam um capítulo à parte. Lembro de um episódio ocorrido em 2014 no litoral de São Paulo, onde foi publicada uma dessas notícias falsas por um blog que afirmava que uma mulher ( inclusive tinha até retrato falado ) estava sequestrando crianças em determinado bairro para fazer rituais satânicos e a coisa foi crescendo, se espalhando e acabou com o assassinato da dona de casa Fabiane Maria de Jesus. Ela foi linchada pela população. Morta a pauladas e pedradas, porque parecia com o tal retrato falado. Sério! Esta história foi muito noticiada naquele ano por todos os meios de comunicação do país, mas as pessoas continuam espalhando notícias sem verificar a veracidade da informação e sem se preocupar com as consequências.

Outra coisa que me incomoda nas redes é que a vida das pessoas também não parecem reais. É tudo perfeito demais pra ser verdade. Gosto de gente, de ter contato com gente e com gente de verdade! As redes sociais, no meu ponto de vista, são como uma espécie de vitrine ilusória de uma realidade que a pessoa gostaria de ter. Muitas pessoas quando estão tristes, se maquiam, usam o photoshop, tiram fotos incríveis e postam nas redes. Sério! Se você olhar os perfis dos usuários dos aplicativos ninguém come arroz com feijão e todos têm uma vida perfeita, com almoços,viagens, passeios e estão sempre rindo com seus filhos obedientes e amáveis. É lindo pra lá, casal incrível pra cá. Todo mundo feliz até parece que não sentem dores, não fazem cocô e não têm contas pra pagar. É a famosa “felicidade de app”! Tudo mentira! Gente feliz não perde tempo postando momentos felizes, simplesmente vive! Não caia neste conto do vigário, não pense que só você tem uma vida imperfeita, porque não é verdade!

Outro fato interessante é que as redes sociais que, em tese, serviriam para unir as pessoas estão fazendo justamente o contrário: muitos são os que deixam de estar com seus amigos para estar com o bendito celular e, outros tantos, quando estão almoçando com os amigos, estão muito longe dali. Observe nos bares, cafés e restaurantes quantas pessoas estão sentadas com outras pessoas e todas com seus aparelhos sem trocar uma palavra entre si.É como se não estivessem ali, pois suas cabeças estão em outros lugares.

Quanto tempo perdemos lendo um livro ou passeando com o cão ou fazendo qualquer outra coisa que nos dê prazer? Sendo mais direta: Quanto tempo nos dedicamos aos aplicativos? Quantas horas do seu dia você gasta com as redes sociais e quantas gasta dialogando com sua família ou com seu parceiro? Quantas horas você passa conversando com Deus, é Deus, sim, qual o problema de falar em Deus? Te parece pieguice? Bacana! Parabéns senhor eu me basto! Sinto lhe informar, mas você está no site errado, se não reparou, apesar de estar falando de redes sociais, este é um site mais voltado para o lado esotérico. Estamos entendidos?

Agora esclareçamos outra coisa: Veja que, em nenhum momento eu falei para você partir seu celular em mil pedaços e ir morar no meio do mato, que os aplicativos são do demônio e sei lá mais o quê. Gentem se não fosse a internet eu não poderia estar aqui dialogando com vocês, divulgando minhas ideias loucas, meu trabalho e até mesmo matando saudade de amigos que leem o site e me ligam para dar opinião. E o que dizer dos vídeos maravilhosos do YouTube que eu mesma canso de indicar para vocês? Sem falar nos cursos que se pode fazer, nos objetos que se pode comprar e nos amores que se pode encontrar… eu mesma desencalhei em um site de relacionamento. Sim, eu conheci o meu marido em um site. Bendito site! Os meus trabalhos hoje seriam impossíveis de serem realizados se não existisse a internet. O problema, meu caro, não está nas redes, mas na maneira que as pessoas as usam e se permitem ser manipuladas por elas. Gosto muito de usar uma frase do físico e médico Paracelso que diz “a diferença entre o remédio e o veneno é a dose”. Pense nisso.

Se quiser uma sugestão, a Netflix lançou um documentário fantástico chamado O Dilema das Redes. Vale muito a pena assistir!

Namastê!

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